Já faz um bom tempo, mas como a gente só resolveu voltar a postar agora, decidi que esse festival com certeza merecia uma resenha: o Jukebox Festival, que rolou nos dias 1 e 2 de julho, lá no Estúdio Emme.
Presenciamos o primeiro dia, que contou com Apanhador Só, Garotas Suecas, Holger e Bidê ou Balde, destaque da noite. Vamos por partes:
Apanhador Só: nem eu nem Guilherme conhecíamos o trabalho dos caras e não demorou muito pra perceber o quão foda eles são. Apesar da Vivs achar o contrário e dizer que o vocalista manda mal, etc, o Apanhador Só mostrou, na nossa opinião, que tem muito potencial e mostrou também que o indie pode ser completamente sem noção (qual é, “não é o prédio que tá caindo, são as nuvens que tão passando”?????) e completamente brega (“eu cuspo nescafé e você chora leite de manhã”) e ainda assim conquistar corações de indiezinhas e fazer o pessoal pular e se divertir. Os caras tem dois álbuns, que podem ser baixados no site deles (www.apanhadorso.com) e, com certeza, merecem uma resenha.
Garotas Suecas: considerados muito fodas por uns (eu), normais por outros, a banda que vai tocar no Planeta Terra (ih, rapaz, mais trabalho pra gente) ganhou recentemente o Prêmio Multishow na categoria Experimente, muito merecidamente. Por ter sido há dois meses, não tenho muitas recordações marcantes do show, mas lembro que me empolgou.
Holger: O caos. Muita gente gosta do Holger, mas o que eu vi naquele show não foi nada divertido. Som de merda, um bando de caras arrogantes… sei lá, pode ter sido só fato isolado, mas enfim… Vale destacar que a parte “simpática” do show foi quando os caras chamaram a galera pra subir no palco e causaram tocando funks cariocas bizarros… Detalhe: a parte simpática contou com uma “briga” entre o guitarrista e um cara bebaço que queria porque queria pegar o microfone… Esperava mais dos caras.
Bidê ou Balde: ah, Bidê ou Balde. O show da noite. Sem dúvidas. Carlinhos Carneiro, um vocalista ensandecido, fazendo a galera gritar “ESSA NOITE EU VOU GOZAR” e soltando pérolas como “bom, essa próxima música é sobre ficar viciado em apostas em cavalos… ou não, pra falar a verdade eu não sei sobre que merda é essa música”. AQUELA LINDA da Vivi Peçaibes nos teclados, musa do indie brasileiro, sem dúvidas. E o guitarrista que acende um cigarro e é toscamente criticado pelo segurança: “ow, você não pode fumar aqui dentro”. WTF. Clássicos rolaram, Melissa, Matelassê (fazendo o Guilherme matar as saudades da sua infância) e, surpreendentemente, uma versão em português de Buddy Holly! “oo-ee-oo eu pareço Buddy Holly, o-o, você Mary Tyler Moore” que assustou no começo (“pera, eu conheço isso… CARALHO, É WEEZER!”), mas mostrou ser MUITO bom no final! Show sensacional, sem dúvidas, mas que só não foi melhor por causa do tiozinho que só ia ficar no “estacionamento” (você quis dizer: garagem de uma casa que ele “alugou” pra gente por os carros) até umas 4h30, o que impediu a gente de ver o fim do show. Mas não podemos reclamar, ele salvou a pátria.
Enfim, foi isso aí. Foi foda.
Matheus.
