Nostálgico, em todos os sentidos.

9 set


Já faz um bom tempo, mas como a gente só resolveu voltar a postar agora, decidi que esse festival com certeza merecia uma resenha: o Jukebox Festival, que rolou nos dias 1 e 2 de julho, lá no Estúdio Emme.

Presenciamos o primeiro dia, que contou com Apanhador Só, Garotas Suecas, Holger e Bidê ou Balde, destaque da noite. Vamos por partes:

Apanhador Só: nem eu nem Guilherme conhecíamos o trabalho dos caras e não demorou muito pra perceber o quão foda eles são. Apesar da Vivs achar o contrário e dizer que o vocalista manda mal, etc, o Apanhador Só mostrou, na nossa opinião, que tem muito potencial e mostrou também que o indie pode ser completamente sem noção (qual é, “não é o prédio que tá caindo, são as nuvens que tão passando”?????) e completamente brega (“eu cuspo nescafé e você chora leite de manhã”) e ainda assim conquistar corações de indiezinhas e fazer o pessoal pular e se divertir. Os caras tem dois álbuns, que podem ser baixados no site deles (www.apanhadorso.com) e, com certeza, merecem uma resenha.

Garotas Suecas: considerados muito fodas por uns (eu), normais por outros, a banda que vai tocar no Planeta Terra (ih, rapaz, mais trabalho pra gente) ganhou recentemente o Prêmio Multishow na categoria Experimente, muito merecidamente. Por ter sido há dois meses, não tenho muitas recordações marcantes do show, mas lembro que me empolgou.

Holger: O caos. Muita gente gosta do Holger, mas o que eu vi naquele show não foi nada divertido. Som de merda, um bando de caras arrogantes… sei lá, pode ter sido só fato isolado, mas enfim… Vale destacar que a parte “simpática” do show foi quando os caras chamaram a galera pra subir no palco e causaram tocando funks cariocas bizarros… Detalhe: a parte simpática contou com uma “briga” entre o guitarrista e um cara bebaço que queria porque queria pegar o microfone… Esperava mais dos caras.

Bidê ou Balde: ah, Bidê ou Balde. O show da noite. Sem dúvidas. Carlinhos Carneiro, um vocalista ensandecido, fazendo a galera gritar “ESSA NOITE EU VOU GOZAR” e soltando pérolas como “bom, essa próxima música é sobre ficar viciado em apostas em cavalos… ou não, pra falar a verdade eu não sei sobre que merda é essa música”. AQUELA LINDA da Vivi Peçaibes nos teclados, musa do indie brasileiro, sem dúvidas. E o guitarrista que acende um cigarro e é toscamente criticado pelo segurança: “ow, você não pode fumar aqui dentro”. WTF. Clássicos rolaram, Melissa, Matelassê (fazendo o Guilherme matar as saudades da sua infância) e, surpreendentemente, uma versão em português de Buddy Holly! “oo-ee-oo eu pareço Buddy Holly, o-o, você Mary Tyler Moore” que assustou no começo (“pera, eu conheço isso… CARALHO, É WEEZER!”), mas mostrou ser MUITO bom no final! Show sensacional, sem dúvidas, mas que só não foi melhor por causa do tiozinho que só ia ficar no “estacionamento” (você quis dizer: garagem de uma casa que ele “alugou” pra gente por os carros) até umas 4h30, o que impediu a gente de ver o fim do show. Mas não podemos reclamar, ele salvou a pátria.

Enfim, foi isso aí. Foi foda.

Matheus.

Voltamos, China e mais.

9 set

Pois é, resolvi tomar vergonha na cara e, diferente do Guilherme, resolvi voltar a escrever aqui… Acho que mais por uma falta do que fazer do que qualquer outra coisa. Não sei até quando a Poli vai deixar, então… Aproveitem.

Mas vamos ao que interessa: acabei de chegar do lançamento do Moto-Contínuo, segundo álbum da carreira solo daquela joia que é o China. Show classe média ALTÍSSIMA.

Pois bem, falemos do álbum que foi motivo de toda essa incrível noite. Uma coisa que me chamou muita atenção foram as afinadíssimas guitarras, variando desde um surf-rock a la Dick Dale em “Só Serve Pra Dançar” até coisas mais calminhas e… “cheias de amor” (citando o próprio China), como podemos ver em “Overlock”, que, aliás, conta com a participação da Pitty e é uma ótima música. De qualquer modo, riffs muitíssimo interessantes, coisas que eu não ouço há um bom tempo. O mesmo se aplicam as letras, em que temos desde coisas divertidíssimas (“Todo malandro tem seu dia de otário”) até as coisas mais melosas (“A cada verso, me entrega mais para você/Que nunca quis ligar o rádio para me ouvir”).

Falando em participações, devemos destacar, sem a menor dúvida, o ótimo trabalho da Ylana Queiroga na música “Mais um Sucesso Pra Ninguém”, no momento, minha preferida. Completamente viciante. Além disso, tem, é claro, a Tiê em “Terminei Indo” e o fodástico Lenine em “12 Quedas”.

Variando do dançante ao romântico, China mostra todo seu talento com esse novo álbum e, felizmente, vem ganhando cada vez mais o merecido reconhecimento.

Destaques do show: sem dúvida, todas as brincadeiras com a mãe do China, que estava bem do nosso lado (rolou até um “Alguém Me Disse” só porque “é uma música que minha mãe gosta”). Mais coruja, impossível. A homenagem quando o China começou a cantar “Anti-heroi” pro filhinho e o incentivo pra compra do álbum que, segundo ele, seria quase um “Criança Esperança”. A presença ilustríssima do Marcelo Jeneci apreciando o trabalho do amigo e as participações de Tiê e Ylana. Não podemos deixar de citar as já clássicas dancinhas malucas do rapaz que veio de Olinda. A emendada entre uma música com “Que Pena”, do Jorge Ben, fazendo todo mundo (eu, pelo menos) surtar.

Destaque do show que até merece um parágrafo próprio… melhor, merece até fechar o post: a história do clipe “Só Serve Pra Dançar”. China teve o dom de tomar toco de 150 meninas de uma vez. Sim, mas calma, eu explico. Ele decidiu fazer um clipe low-budget. Decidiu chamar algumas meninas se filmarem dançando e fazer um clipe com isso. Tudo isso depois de ver um clipe de… Justin Bieber. Pois bem, 200 meninas responderam dizendo estar interessadas. Apenas 50 realmente mandaram o vídeo. E não é só isso. Ele queria que o clipe entrasse no Top 10 da MTV, mas entre os 3 primeiros, pra que fosse transmitido sem cortes. E conseguiu chegar ao primeiro lugar, desbancando as modinhas toscas NX Zero e… outra banda que eu não lembro qual é. Mas de qualquer modo, ressaltou uma coisa: “eu não sei, mas acho que a música brasileira ainda tem jeito e essa gurizada tá ficando mais esperta…”. Pelo jeito, é isso mesmo. AINDA BEM.

Obs.: o álbum tá disponível pra download no site da Trama! DE GRAÇA! Baixa lá: http://albumvirtual.trama.uol.com.br/album/moto-continuo

Matheus.

E os macacos trazem novidades.

4 mar

E aí, já ouviram a nova do Arctic Monkeys? A música saiu hoje no canal do youtube dos caras com um vídeo incluso. Tenho que admitir que outras músicas já me cativaram mais (MUITO mais) mas essa eu curti bastante. Se bem que sou suspeito pra falar, mas ok. Os garotos de Sheffield continuam inovando e apresentam uma pegada bem diferente dos outros 3 álbuns… Vale lembrar que o 4º está a caminho e, portanto, é provável que ele siga a ideia dessa música. Apesar da letra fraca em comparação àquelas que estamos acostumados a ouvir, o ritmo empolga bastante.

Ouçam aí e não esqueçam de dizer o que vocês acharam.

Outra coisa, prometo que em breve paro pra escrever a resenha do novo do Beady Eye.

Matheus.

Não há muito o que falar…

2 fev

Vamos deixar aqui só o nosso luto e o anúncio oficial deles.

 

Matheus.

É rapidinho…

25 jan

E saiu hoje o nome das faixas do novo cd do Strokes, a ser lançado em março. E aqui vai:

01 Machu Picchu
02 Under Cover of Darkness
03 Two Kinds of Happiness
04 You’re So Right
05 Taken for a Fool
06 Games
07 Call Me Back
08 Gratisfaction
09 Metabolism
10 Life Is Simple in the Moonlight

E aí, ansiosos?

Matheus.

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